domingo, 16 de abril de 2017

Reflexões dos textos de Antoni Zabala e Fernando Hernández

     Ao estudar o capítulo 6 do livro de Antoni Zabala, "La práctica educativa. Cómo enseñar.", pude entender que o autor defende a organização dos conteúdos pelo método globalizado, onde sua perspectiva se centra exclusivamente no aluno e suas necessidades educacionais. Os conteúdos a serem trabalhados procedem de diferentes disciplinas.
    Diante de vários métodos globalizados, são analisados quatro: os centros de interesse de Decroly, sistema de projetos de Kilpatrick, o estudo do meio do MCE e os projetos de trabalho global, embora todos priorizem o aluno e como aprendem, o aspecto que enfatizam na função social é diferente, apesar destas diferenças o principal objetivo dos métodos consiste em conhecer a realidade e saber pensar sobre ela.
     # Centro de interesse de Decroly, parte de um núcleo temático motivado para o aluno, seguindo o processo de observação, associação e expressão, onde integram diferentes áreas do conhecimento. Consiste em formar cidadãos preparados para conhecer e interagir com o meio.
      # Métodos de projetos de Kilpatrick, parte da possibilidade de elaborar um projeto em comum e de execução, sentindo-se protagonistas em todo o processo e estimulando a iniciativa responsável de cada um no seu grupo. Preparando o cidadão para a vida, sendo pessoas solidárias que "sabem fazer".
      # Estudo do meio do MCE (Movimento do Cooperazione Educativa da Itália), constroem o conhecimento através do método científico. A pesquisa será o processo natural de aprendizagem na medida em que está relacionando com o ambiente ou interesse do aluno. Ação educativa e a formação de cidadãos democráticos e com espírito científico.
       # Projetos de trabalho global, a fim de conhecer um tema, desenvolvem um trabalho como resultado de uma pesquisa pessoal ou em equipe. Esse tem como enfoque formar cidadãos capazes de aprender a aprender.
       Conclui que estes métodos globais, tornam as aprendizagens mais significativas para os alunos, participam e compreendem a realidade que estão inseridos.

    A segunda leitura, do capítulo I, "Um Mapa para iniciar um percurso",  do livro Transgressão e mudança na educação. Os projetos de trabalho. De Fernando Hernández, pude encontrar alguns aspectos semelhante da primeira leitura.
  Entende-se que a construção da realidade vem de um todo e não apenas de um ponto específico, tendo como enfoque a organização escolar e as concepções do ensino aprendizagem, o autor defende também as experiências como projeto de trabalho que aplica a colaboração e a exploração de alternativas, dando forma e organizando as ideias, onde  os professores podem compreender e construir uma escola geradora de culturas e diversidades não só de aprendizagens e conteúdos.



Referencias:
ZABALA, Antoni. La Práctica Educativa. Como Enseñar. 2008. (Capítulo 6).
HERNÁNDEZ, Fernando, Transgressão e mudança na Educação. Os projetos de Trabalho, 1998.
(Capítulo 1).

Um olhar sobre globalizar na educação infantil e mapeamento da turma


     A partir da leitura do primeiro capítulo do livro "Transgressão e Mudança na Educação" de Fernando Hernandez, entendo que o autor tem o interesse em demonstrar que é possível substituir conteúdos do currículo escolar por "Projetos de Trabalho", onde sejam adaptados temas e problemáticas de interesse dos alunos. Sendo nesses projetos incorporado as questões a serem resolvidas. 

 Vejo, que o autor nos convida a pensar em formas globalizar e introduzir a globalização na metodologia escolar. Ele nos da a ideia de formas de desenvolver esse trabalho por meio de pesquisas, questionamentos e intercambio com estudantes de outras turmas da escola em um tempo que seja flexível ao aluno.

  Pedro Demo, em seu vídeo "Educar pela Pesquisa", nos diz que a educação infantil é sábia porque tem atividades e não aulas, observo que o conceito vai de encontro com a ideia de  Hernandez, quando propõe conceitos de estudos do interesse do educando. Eu,  por minha vez, como atuante da área que se refere Demo  (maternal 2), me aproprio em dizer que meus pequenos alunos de quatro anos adoram trabalhos e brincadeiras com temas que lhe tragam curiosidade e prazer.

  O nosso objeto de pesquisa de agora vem sendo observar as formigas na pracinha . O interesse surgiu quando as crianças brincavam na terra de panelinhas e viram uma carreira de formigas carregando pedacinhos de folhas maiores que elas nas costas, que um menino chegou até a comentar: "a folha anda sozinha". Daí em diante foram surgindo muitas perguntas e hipóteses. Comecei a filmar no intuito de realizar um futuro trabalho. Agora quando chegam na praça correm para o cantinho onde os insetos estão alojados e ficam bem quietinhos só observando e pedem para que eu leve o celular para tirar foto.

  Suponho que através dessas observações posso construir aprendizagens muito significativas com meus alunos, pois, uma vez que o  tema nasceu do interesse deles, poderei envolver questões matematicas, de língua portuguesa, ciencias e estudos sociais de  uma forma lúdica e prazerosa para os pequenos. Acredito que através de trabalhos como esse posso me aproximar das idéias de globalizar que Hernandez fala no texto. 


  Referências:
 
 file:///C:/Users/bruno_2h7/Downloads/CAP1-Transgressao-e-Mudanca-Na-Educacao-Fernando-Hernandez%20(17).pdf
   https://www.youtube.com/watch?v=Vra4hclt7kw&feature=share

sábado, 15 de abril de 2017

Métodos Globalizados



      As diferentes formas de organizar os conteúdos são abordados no texto La Practica Educativa. Cómo Enseñar de Antoni Zabala Vidiella" e neste,  o autor faz um  comparativo dos métodos globalizados, entre eles: O de centro de interesses da qual o objetivo principal é a função social do ensino na formação de indivíduos preparados para conhecer e interagir com o meio. O de projetos que tem a finalidade de preparar para a vida pessoas solidárias que sabem fazer. De investigação do meio que condiciona a ação educativa a formação de cidadãos democráticos e com espírito científico e o de projetos de trabalhos, que entende que o objetivo básico do ensino é  formar cidadãos capazes de "aprender a aprender".  Portanto, todos tem o objetivo central de formar indivíduos para  conhecer a realidade e saber desenvolver-se nela. O foco é sempre o aluno e suas necessidades educativas e a relevância dos conteúdos disciplinares, esta em função da potencialidade formativa, ou seja, o aluno como protagonista principal de seu aprendizado. Os materiais e os conteúdos disciplinares passam a um segundo plano, mas ainda são fundamentais para a compreensão e interpretação da realidade.
      Diante disto, faço um paralelo com a minha atuação como docente. Atuo em projeto dentro de uma escola infantil, trabalhando temáticas da diversidade pouco ou nada abordadas por outras professoras e dentro de um universo pouco favorável ao conhecimento de tais temáticas. Identifico entre os métodos acima o centro de interesses como uma alternativa favorável  para abordar conteúdos de temática sobre racismo, sexualidade, gênero, etc. De acordo com o ponto de partida desta metodologia sempre procuro uma situação real para despertar o interesse das crianças para um tema que se torna necessário conhecer. Trabalhando nas diferentes áreas do conhecimento unindo materiais, pesquisa e a observação das suas próprias realidades para a livre expressão de seus sentimentos e dos conhecimentos adquiridos, na intenção de formar crianças, adolescentes e adultos mais preparados para as adversidades que a vida lhes impuserem.

      Nanci Bertoni Andrade
NanciBA

     

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Bem vind@s



    Este tem a intenção de mostrar a caminhada do grupo na interdisciplina Projeto em Ação durante V Eixo do curso Pedagogia a Distância na UFRGS.

    A partir dos conhecimentos teórico-conceituais sobre Projetos de Aprendizagem e sua diferenciação de Projetos de Ensino e de Trabalho apresentaremos reflexões sobre nossa prática.
NanciBA

Quadro referencial sobre o plano de ação.

Elaborado por: Marina Silva Ferreira Projeto de Aprendizagem desenvolvido em uma turma de berçário, faixa etária dos 0 aos 2 anos. ...