domingo, 28 de maio de 2017

Plano de Ação

Para desenvolver o plano de ação, usarei como recurso uma caixa surpresa, onde cada dia trará um meio de comunicação diferente e através do mesmo será apresentada uma história, também usarei fantoches, teatro de sombras e histórias cantadas.

Objetos encontrados na caixa:
Caixa de som - História dos Três Porquinhos.
Notebook - Branca de Neve e os Sete Anões.
Fone de Ouvido - Músicas do Mundo Bita.
Livro Infantil - Quem pegou o pão da casa do João?
Outras formas de contar histórias:
Teatro de Fantoches - O indiozinho.
Música - 1,2,3 indiozinhos ...
Teatro de Sombras - História:  A chapeuzinho vermelho.

Montagem do mapa conceitual com os alunos.
                                       
                                                    Marina Ferreira




A construção do Mapa Conceitual pelo Jardim 1, provocou uma revisão dos conhecimentos que as crianças tinham sobre os índios e a menina Celina. Quando falei a palavra  mapa, imediatamente as crianças foram aos livros pesquisar "mapas". Me trouxeram informações que eu nem sabia que eles tinham, sobre "mapa do tesouro", mapa onde eu moro, etc. Essas informações me forçaram a traduzir alguns mapas encontrados por eles nos livros e revistas. Relembraram sobre a pintura com o urucum e eu tinha urucum para eles manipularem e sentirem a tinta nos dedos. Quando encontraram uma foto do porongo logo uma criança lembrou que este mesmo porongo que eles viram e manipularam em nosso material, quando cortado pode servir para carregar água, outro falou na cuia do chimarrão. Tínhamos algumas palhas de milho e lembraram das petecas. Então confeccionamos petecas com jornal  e sacolas plásticas, e a brincadeira começou.





Voltamos ao mapa, procuramos figuras de todas informações que tínhamos ligadas aos índios. Recortamos e montamos os mapas. Posso afirmar que seus conhecimentos eram muito além do que eu imaginava, e quando tinham dúvidas buscavam novamente no livro onde falava da índia Celina ou me perguntavam. Se questionavam um ao outro e eles mesmos respondiam.





NANCIBA

terça-feira, 16 de maio de 2017

CERTEZAS E DÚVIDAS


                                            Entre certezas e dúvidas
                                                                     
      É incrível como as aprendizagens mais significativas para as crianças acontecem nas brincadeiras espontâneas, através de observações que trazem curiosidades. Assim nasceu o nosso projeto de aprendizagem sobre as formigas, fruto de uma observação e muitas curiosidades em relação aos pequenos  insetos.   As investigações diárias geraram certezas e dúvidas:

              Certezas:

      •  As formigas carregam folhinhas;                      
  •  A laranja estava oca;
  •  As folhas da laranjeira estavam "comidas";
  •  Havia uma trilha na grama da pracinha
  Dúvidas:
  • Para que as formigas carregam as folhinhas?
  • Por que as formigas tiraram o miolo da laranja? 
  • Quem comeu as folhas da laranjeira?
  • Quem fez e porque fez o caminho o caminho na grama da pracinha?                                                                                                                                                                       

                                                       Cláudia
  







Como escreveu a colega Claudia, entre certezas e dúvidas as crianças vão construindo aprendizagens através das suas observações. Questionam o que veem de encontro ao que sabem e vão descobrindo através das suas próprias pesquisas motivadas pela curiosidade. Como nossa principal função docente, segundo Hernández* (1998, p.17) é ser “mediadora de culturas e facilitadora de estratégias de interpretação dos fenômenos” me levou a disponibilizar meios pelos quais as crianças pudessem aguçar mais a curiosidade.

No primeiro encontro com a turma escolhida para desenvolver o projeto, um J1A, levei o livro sobre as diferentes crianças do mundo (Crianças como você), ao falarmos da índia Celina, personagem brasileira do livro, as crianças afirmaram que os índios viviam nas florestas, andavam nus ou cobertos com poucas vestimentas e comiam peixes. Temos aqui três certezas que logo foram questionadas por mim. Pesquisando ainda no livro verificamos que nem todos os índios andam nus e comem somente peixes. As fotos do livro mostram o estilo de vida daquela personagem: a sua casa, a sua escola, a convivência com seus parentes, a brincadeira preferida, seu bichinho de estimação, etc. 
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjRM-4TidctHJz7Bc7G93fDbeSrQUNldOr-UUNJhkNrasAwKxSfLuK9TXKvAovvvjNK6bMhw-36zUKbHuzFZ8KZQ2Lj5hBysTXT_WooY52tNPwdkUXHq9NwG-ZN5j6xqu2SbuAvxYJWOSjg/s1600/%E5%AD%90%E3%81%A9%E3%82%82%E3%81%AE%E6%9C%AC%E3%81%AE%E3%83%96%E3%83%AD%E3%82%B0%E5%85%88%E7%AB%AF%E5%B9%BC%E5%85%90%E3%81%AF%E3%80%81%E4%BB%96%E3%81%AE%E5%A4%A7%E9%99%B8%E3%81%AE%E4%B8%96%E7%95%8C%E6%96%87%E5%8C%96%E7%A4%BE%E4%BC%9A%E6%96%87%E5%8C%96%E3%82%BD%E3%83%BC%E3%82%B7%E3%83%A3%E3%83%AB%E3%82%B2%E3%83%BC%E3%83%A0%E3%82%92%E3%83%97%E3%83%AC%E3%82%A4++Kinderboek+blog+tip+peuter+spelen+andere+continent+wereldcultuur+sociale+cultuur+sociale+games.jpg
E deste primeiro encontro surgiram as perguntas:
Tem índio na cidade?
O que eles comem se não tem peixe?
Eles trabalham?
Em meu segundo encontro com a turma do J1A, apresentei objetos como artesanatos recolhidos nas aldeias indígenas e alguns outros utensílios e exemplares da cultura Kaingangue e Mbyá Guarani.  Também deixei sobre uma mesa alguns livros, folhetos e fotografias que mostram um pouco da realidade atual das aldeias por meio de fotos. A cada questionamento respondido, outros surgiam.
Artesanato da comunidade Mbyá guarani da BR116

Artesanato da comunidade Mbyá guarani

Livro realizado pelas crianças de uma escola visitante da aldeia Mbyá Guarani Pindó Mirim em parceria com as crianças da aldeia.
                  Nas próximas fotos é possível ver as crianças pesquisando sobre outros grupos indígenas em folhetos e livros.





 *Capitulo um do livro Transgressão e mudança  disponibilizado em:
https://moodle.ufrgs.br/mod/folder/view.php?id=1160221
  
NANCIBA


Ao contar uma história para a turma de berçário, observei alguns pontos e levantei algumas certezas e dúvidas são elas:

Certezas
Os alunos gostam de ouvir histórias.
Os alunos se encantam quando ouvem histórias contadas de diferentes formas.
Dúvidas
Ao ouvir histórias os alunos despertam a imaginação?
Desenvolvem o poder de observação?
Estabelecem a relação interna entre o mundo da fantasia e a realidade?
Ajuda as crianças a entenderem os sentimentos?
Estimula o desenvolvimento motor e cognitivo?
Desperta a criatividade?
Estimula o interesse pela leitura?


                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Marina Ferreira


sábado, 13 de maio de 2017

Mapeando as turmas



     Após muita reflexão e discussão com parceiras, posso dizer da minha insegurança em realizar este projeto, pois sinto muita dificuldade em elaborar um plano de ação. Como professora referência em diversidade, preciso abordar principalmente assuntos referentes à sexualidade, gênero e etnias. Durante a semana preciso dar conta de uma turma de Berçário 1, uma de Maternal 2,  uma de Jardim 1 e uma de Jardim 2, sendo que nestas últimas, em semanas intercaladas. Como são turmas bastante heterogêneas e preciso abordar as temáticas de diferentes maneiras pelas idades diferenciadas, elegi o Jardim 1 para aplicar o projeto. As crianças do J1A, como chamarei de agora em diante, apresentam uma boa frequência e uma sintonia singular. Diferente dos anos anteriores, os alunos permanecem somente meio turno (7h às 13h). A maioria dos 18 alunos, vieram de duas turmas de maternais completamente diferentes, mas alguns já estiveram juntos em anos anteriores. A comunidade em que escola esta inserida, também proporciona esta sintonia, pois existem ligações familiares entre as crianças. Os alunos tem em média quatro anos e a maioria frequenta a escola desde o berçário. Além de mim e da professora titular, também passam pela turma professoras do laboratório de tecnologia educacional (Lated). Ao contrário da colega Cláudia que inicia seu projeto a partir de uma incursão pelo pátio com as crianças do maternal da qual ela é professora titular, e a turma demonstra interesse em conhecer melhor a vida das formigas ao surpreendê-las na lida de levar alimentos para o formigueiro. Eu, na intenção de provocar a curiosidade da turma, apresento um livro que fala de crianças de várias partes do mundo, diferentes países, continentes e culturas. As crianças manuseiam livremente o livro e vão perguntando sobre as crianças, suas as  vestimentas, seus brinquedos, quem são, onde moram. Faço questão de mostrar a única criança brasileira do livro representada por uma Índia, a Celina. Conforme o interesse deles vai aumentando em conhecer o que a Celina pode ter de diferente por ser índia, vou questionando o que eles sabem sobre os índios. Desta forma tento descobrir o que mais desperta interesse neles sobre a vida da nossa personagem.
     De forma bastante acanhada, as crianças  relatam que os índios vivem nus nas florestas e comem peixes. Retomamos o livro para pesquisar se a nossa personagem está nua e qual seu alimento preferido. Desta forma,  a turma vai se perguntando sobre outras verdades antes estabelecidas e pesquisando no livro para tentar encontrar as respostas. Assim fomos desconstruindo e construindo novos saberes.

 

Para nosso próximo encontro, levarei alguns objetos da cultura indígenas, como utensílios, artesanatos e ferramentas.

Referência
KINDERSLEY, Anabel e BARNABÁS. Crianças como você: uma emocionante celebração da infância no mundo.UNICEF e Fundos das Nações Unidas para a infância. 2000

NANCIBA

TEMA DE PESQUISA

       Atualmente trabalho com uma turma de berçário, atendendo a faixa etária dos dez meses à dois anos de idade, com um total de dezoito alunos, pensei muitas vezes de como iria trabalhar com projetos de aprendizagem, sendo meus alunos tão pequenos? Então entre muitas dúvidas e conversas com as professoras e colegas do curso surgiram muitas idéias e a que mais me chamou a atenção foi em pensar sobre as diversas formas de contar histórias, utilizando diferentes recursos como: teatro de fantoches, teatro de sombras, histórias cantadas, onde os alunos possam interagir e participar de forma significativa.
     Diferente da forma de como minhas colegas irão trabalhar, pois ambas terão como ponto de partida o interesse dos alunos, a colega Cláudia desenvolverá um trabalho sobre as formigas, que surgiu após os alunos observarem as mesmas na pracinha da escola, já a colega Nanci irá apresentar aos alunos um livro onde fala de crianças de diversas partes do mundo de diferentes famílias, questionando-os sobre os índios
    MARINA






Quadro referencial sobre o plano de ação.

Elaborado por: Marina Silva Ferreira Projeto de Aprendizagem desenvolvido em uma turma de berçário, faixa etária dos 0 aos 2 anos. ...