Entre certezas e dúvidas
É incrível como as aprendizagens mais significativas para as crianças acontecem nas brincadeiras espontâneas, através de observações que trazem curiosidades. Assim nasceu o nosso projeto de aprendizagem sobre as formigas, fruto de uma observação e muitas curiosidades em relação aos pequenos insetos.
As investigações diárias geraram certezas e dúvidas:Certezas:
- As formigas carregam folhinhas;
- A laranja estava oca;
- As folhas da laranjeira estavam "comidas";
- Havia uma trilha na grama da pracinha
Dúvidas:
- Para que as formigas carregam as folhinhas?
- Por que as formigas tiraram o miolo da laranja?
- Quem comeu as folhas da laranjeira?
- Quem fez e porque fez o caminho o caminho na grama da pracinha?
Cláudia
Como escreveu a colega Claudia, entre certezas e dúvidas as crianças vão construindo
aprendizagens através das suas observações. Questionam o que veem de encontro ao
que sabem e vão descobrindo através das suas próprias pesquisas motivadas pela
curiosidade. Como nossa principal função docente, segundo Hernández* (1998, p.17) é ser “mediadora
de culturas e facilitadora de estratégias de interpretação dos fenômenos” me
levou a disponibilizar meios pelos quais as crianças pudessem aguçar mais a
curiosidade.
No
primeiro encontro com a turma escolhida para desenvolver o projeto, um J1A, levei o livro sobre as diferentes crianças do mundo (Crianças como você), ao falarmos da índia Celina, personagem brasileira do livro, as
crianças afirmaram que os índios viviam nas florestas, andavam nus ou
cobertos com poucas vestimentas e comiam peixes. Temos aqui três
certezas que logo foram questionadas por mim. Pesquisando ainda no livro
verificamos que nem todos os índios andam nus e comem somente peixes. As fotos
do livro mostram o estilo de vida daquela personagem: a sua casa, a sua escola, a convivência com seus
parentes, a brincadeira preferida, seu bichinho de estimação, etc.
Tem índio na cidade?
O que eles
comem se não tem peixe?
Eles
trabalham?
Em meu segundo encontro com a turma do J1A, apresentei objetos como artesanatos recolhidos
nas aldeias indígenas e alguns outros utensílios e exemplares da cultura
Kaingangue e Mbyá Guarani. Também deixei sobre
uma mesa alguns livros, folhetos e fotografias que mostram um pouco da
realidade atual das aldeias por meio de fotos. A cada questionamento
respondido, outros surgiam.
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| Artesanato da comunidade Mbyá guarani da BR116 |
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| Artesanato da comunidade Mbyá guarani |
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| Livro realizado pelas crianças de uma escola visitante da aldeia Mbyá Guarani Pindó Mirim em parceria com as crianças da aldeia. |
*Capitulo um do livro Transgressão e mudança disponibilizado em:
https://moodle.ufrgs.br/mod/folder/view.php?id=1160221
NANCIBA
Ao contar uma história para a turma de berçário, observei alguns pontos e levantei algumas certezas e dúvidas são elas:
Certezas
Os alunos gostam de ouvir histórias.
Os alunos se encantam quando ouvem histórias contadas de diferentes formas.
Dúvidas
Ao ouvir histórias os alunos despertam a imaginação?
Desenvolvem o poder de observação?
Estabelecem a relação interna entre o mundo da fantasia e a realidade?
Ajuda as crianças a entenderem os sentimentos?
Estimula o desenvolvimento motor e cognitivo?
Desperta a criatividade?
Estimula o interesse pela leitura?
Marina Ferreira








Excelente inventário de conhecimentos.
ResponderExcluirSinto esse projeto vivo, em movimento, com idas e vindas, "formigas" em movimento, trabalhando, observando e aprendendo.
Abraços.
Nanci, parabéns pela condução da pesquisa a partir de diferentes fontes de consulta e variedade de materiais.
ResponderExcluirÉ muito importante pesquisar sobre os indígenas, pois é um tema crucial e urgente no Brasil e para compreender nossa própria identidade.
Marina, como serão aprofundadas essas dúvidas e certezas? O tema é ótimo.
Abraços.