terça-feira, 27 de junho de 2017

QUADRO REFERENCIAL SOBRE O PLANO DE AÇÃO



QUADRO REFERENCIAL SOBRE O PLANO DE AÇÃO
Turma J1A
Nanci Bertoni Andrade

METAS

OBJETIVOS

PERÍODO DE REALIZAÇÃO
BREVE DESCRIÇÃO SOBRE O DESENVOLVIMENTO DA META

ATIVIDADES REALIZADAS
                       

META 1 Questões de Pesquisa

-Provocar curiosidade e questionamentos;

-Despertar interesse na pesquisa.

20/03
A
10/04

Durante a leitura de um livro sobre como crianças de várias nacionalidades vivem suas culturas diferentes ou semelhantes às nossas surge a índigena brasileira de nome Celina na qual a turma demonstra interesse em conhecer melhor.  A partir deste momento levo para a sala de aula materiais relacionados a cultura indígena como  livros, artigos, fotos, utensílios, etc.

-Manuseio de artesanatos da cultura Mbyá guarani.

-Relatos de passeios á aldeias indígenas com fotos.

-Brincadeiras e confecção de petecas.


META 2
Dúvidas e Certezas

-Pontuar o que as crianças conheciam sobre os índios: inventário de conhecimentos;

-Provocar a dúvida sobre o que sabiam;

- Mediar pesquisa;

24/04
A
15/05

Enquanto as crianças manuseavam os materiais iam surgindo dúvidas sobre as próprias certezas. Quanto mais pesquisavam sobre o material disponibilizado mais perguntas se faziam. Interessante nesta etapa foi perceber que eles próprios respondiam e desfaziam suas certezas anteriores.

-Rodas de conversas.

-Explorar materiais e suas utilidades, funções e quais outras possibilidades.







META 3
Mapa Conceitual

-Esquematizar conhecimentos.


25/05
A
02/06

Retomamos nossa personagem inicial e criamos uma vida social para ela em comparação a cultura e vida social dos alunos. Suas relações familiares, estudos, trabalho moradia, etc.

-Rodas de conversa

-Recorte de ilustrações e fotografias.

-Criar coletivamente um mapa conceitual relacionando as aprendizagens.



META 4
Plano de Ação

Discussão, análise de resultados e reflexão.

29 /05

Revisitar o MC e novamente analisar as certezas e conceitos  pré-restabelecidos.

-Roda de conversa.


META 5
Relatório


Abaixo relatório










META 5
RELATÓRIO

O PA desenvolvido com a turma de jardim 1A da escola de educação infantil que pertenço, foi desenvolvido a partir do interesse que a turma demonstrou em conhecer a menina Celina de etnia indígena encontrada nas páginas de um livro que levo sempre comigo; Crianças como você. Neste, as páginas são repletas de imagens reais de crianças de diferentes lugares do mundo, mostrando a riqueza da diversidade cultural através delas.  Quando os alunos descobriram que Celina era uma indígena brasileira, fizeram muitas conjecturas e afirmações em relação ao seu modo de vida. Afirmaram que os índios andam nus e vivem nas florestas, caçam e comem peixe. Partindo destas certezas que a turma tinha, sugeri que pesquisassem um pouco mais sobre o estilo de vida da Celina no próprio livro. Como o interesse deles só aumentava, propus que eu traria para um próximo encontro outros materiais gráficos e alguns utensílios de origem indígena.
Neste segundo encontro, como planejado, levei diversos materiais para livre manipulação. A cada objeto que conheciam e manipulava tiravam suas conclusões em relação ao indígena. O martelo de pedra com cabo de taquara, por exemplo, diziam ser para matar os animais da floresta. Eu pude contribuir com a fala sobre o tacape indígena, o nome como conhecemos este instrumento, que é mais utilizado para a construção de casas/abrigos, confecção de utensílios, etc. Desta forma, eu ia realizando o nosso inventário de conhecimentos. Ajudando nas pesquisas, nas dúvidas e já pensando como construir nosso Mapa Conceitual. Assim, as crianças foram construindo aprendizagens através das suas observações. Questionavam o que viam de encontro as suas certezas e foram descobrindo tantas outras verdades através das suas próprias pesquisas motivadas pela curiosidade. Como nossa principal função docente, segundo Hernández* (1998, p.17) é ser “mediadora de culturas e facilitadora de estratégias de interpretação dos fenômenos” possibilitar que as crianças pudessem acessar um maior número de informações, por meios de edições gráficas, de imagens e também do concreto foi extremamente importante para a construção do MC.
A construção do MC possibilitou que as crianças pudessem relacionar os conceitos/fenômenos estudados, sistematizando as informações que tinham e pesquisaram ampliando assim as suas redes de significações.
Acredito que atingimos grande parte dos objetivos de um PA propostos pela interdisciplina., através da pesquisa e da aquisição de novos conhecimentos (aprendizagens) pelas crianças e por nós professores  a fim de encontrar explicações para  questões e inquietações. Estes novos saberes ajudaram as crianças na compreensão sobre tema índia Celina/indígenas e a nós professores na construção de um PA colaborativo e dinâmico.


Referencias:
Projetos de Aprendizagem. Meta 1 e 2 em 10 slides. Disponível em:  https://moodle.ufrgs.br/course/view.php?id=43012
ROSÁRIO, Elaine Pacheco Alves. Projeto de Ensino e Projeto de Aprendizagem. Disponível em: https://pt.slideshare.net/elainepacheco/projeto-de-ensino-e-projeto-de-aprendizagem
HERNÁNDEz, Fernando. Transgressão e Mudança na Educação. Disponível em: https://pt.slideshare.net/marcaocampos/hernandes-fernando-transgressao-e-mudanca

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sexta-feira, 2 de junho de 2017

Mapa conceitual

                                         

                                              Formigas em açao

                                         

                                       Desenvolvimento

  Para a construçao do nosso mapa conceitual utilizamos fotos que registram as nossas observaçoes . As crianças se mostram interessadas e curiosas, prontas para descobrir mais sobre os pequenos insetos que dividem o mesmo espaço que elas na pracinha.

 Todo trabalho foi desenvolvido pelos alunos. Eu fazia as perguntas e eles a partir de suas observaçoes, pegavam a figura que correspondia a aquela indagaçao. Exemplo: "O que as formiguinhas comem?"E logo o aluno pegava a figura da laranja ou da folha de laranjeira e colava a imagem no local adequado do mapa, previamente explicado por mim. 

 

 


                           
                          

                                                                      Claudia F. Saraiva


          O Mapa Conceitual  dos alunos da turma J1A, ficou assim:

 
          Parece confuso? Sim, eles tinham muitas informações e queriam colocar todas no mapa. O que fiz foi seguir orientações deles. As crianças escolheram as figuras, decidiram onde colocar e como liga-las. Conceitos-ações. Adoramos fazer o mapa. Vou deixar exposto na escola e tenho certeza que sentirão orgulho de mostrar aos pais e colegas o que fizeram. Tenho certeza também que saberão explicar cada conceito e suas ligações. No meu entender, o objetivo da realização do mapa foi atingido mesmo que parece uma "bagunça".
NANCIBA



Mapa Conceitual - turma do berçário



 




Mapa conceitual

Para a montagem do mapa conceitual da turma, mostrei a eles gravuras dos meios de comunicação que foram utilizados para contar as histórias infantis, e em seguida começamos a realizar a colagem das gravuras,os pequenos escolheram as que gostariam de colar, aos poucos foram montando o mapa, mostrei a eles que através dos diversos meios de comunicação ouvimos as histórias dos Três Porquinhos, Branca de Neve e os Sete Anões entre outras, os alunos participaram demonstrando alegria e interesse.
                                                                                                          Marina Ferreira





domingo, 28 de maio de 2017

Plano de Ação

Para desenvolver o plano de ação, usarei como recurso uma caixa surpresa, onde cada dia trará um meio de comunicação diferente e através do mesmo será apresentada uma história, também usarei fantoches, teatro de sombras e histórias cantadas.

Objetos encontrados na caixa:
Caixa de som - História dos Três Porquinhos.
Notebook - Branca de Neve e os Sete Anões.
Fone de Ouvido - Músicas do Mundo Bita.
Livro Infantil - Quem pegou o pão da casa do João?
Outras formas de contar histórias:
Teatro de Fantoches - O indiozinho.
Música - 1,2,3 indiozinhos ...
Teatro de Sombras - História:  A chapeuzinho vermelho.

Montagem do mapa conceitual com os alunos.
                                       
                                                    Marina Ferreira




A construção do Mapa Conceitual pelo Jardim 1, provocou uma revisão dos conhecimentos que as crianças tinham sobre os índios e a menina Celina. Quando falei a palavra  mapa, imediatamente as crianças foram aos livros pesquisar "mapas". Me trouxeram informações que eu nem sabia que eles tinham, sobre "mapa do tesouro", mapa onde eu moro, etc. Essas informações me forçaram a traduzir alguns mapas encontrados por eles nos livros e revistas. Relembraram sobre a pintura com o urucum e eu tinha urucum para eles manipularem e sentirem a tinta nos dedos. Quando encontraram uma foto do porongo logo uma criança lembrou que este mesmo porongo que eles viram e manipularam em nosso material, quando cortado pode servir para carregar água, outro falou na cuia do chimarrão. Tínhamos algumas palhas de milho e lembraram das petecas. Então confeccionamos petecas com jornal  e sacolas plásticas, e a brincadeira começou.





Voltamos ao mapa, procuramos figuras de todas informações que tínhamos ligadas aos índios. Recortamos e montamos os mapas. Posso afirmar que seus conhecimentos eram muito além do que eu imaginava, e quando tinham dúvidas buscavam novamente no livro onde falava da índia Celina ou me perguntavam. Se questionavam um ao outro e eles mesmos respondiam.





NANCIBA

terça-feira, 16 de maio de 2017

CERTEZAS E DÚVIDAS


                                            Entre certezas e dúvidas
                                                                     
      É incrível como as aprendizagens mais significativas para as crianças acontecem nas brincadeiras espontâneas, através de observações que trazem curiosidades. Assim nasceu o nosso projeto de aprendizagem sobre as formigas, fruto de uma observação e muitas curiosidades em relação aos pequenos  insetos.   As investigações diárias geraram certezas e dúvidas:

              Certezas:

      •  As formigas carregam folhinhas;                      
  •  A laranja estava oca;
  •  As folhas da laranjeira estavam "comidas";
  •  Havia uma trilha na grama da pracinha
  Dúvidas:
  • Para que as formigas carregam as folhinhas?
  • Por que as formigas tiraram o miolo da laranja? 
  • Quem comeu as folhas da laranjeira?
  • Quem fez e porque fez o caminho o caminho na grama da pracinha?                                                                                                                                                                       

                                                       Cláudia
  







Como escreveu a colega Claudia, entre certezas e dúvidas as crianças vão construindo aprendizagens através das suas observações. Questionam o que veem de encontro ao que sabem e vão descobrindo através das suas próprias pesquisas motivadas pela curiosidade. Como nossa principal função docente, segundo Hernández* (1998, p.17) é ser “mediadora de culturas e facilitadora de estratégias de interpretação dos fenômenos” me levou a disponibilizar meios pelos quais as crianças pudessem aguçar mais a curiosidade.

No primeiro encontro com a turma escolhida para desenvolver o projeto, um J1A, levei o livro sobre as diferentes crianças do mundo (Crianças como você), ao falarmos da índia Celina, personagem brasileira do livro, as crianças afirmaram que os índios viviam nas florestas, andavam nus ou cobertos com poucas vestimentas e comiam peixes. Temos aqui três certezas que logo foram questionadas por mim. Pesquisando ainda no livro verificamos que nem todos os índios andam nus e comem somente peixes. As fotos do livro mostram o estilo de vida daquela personagem: a sua casa, a sua escola, a convivência com seus parentes, a brincadeira preferida, seu bichinho de estimação, etc. 
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjRM-4TidctHJz7Bc7G93fDbeSrQUNldOr-UUNJhkNrasAwKxSfLuK9TXKvAovvvjNK6bMhw-36zUKbHuzFZ8KZQ2Lj5hBysTXT_WooY52tNPwdkUXHq9NwG-ZN5j6xqu2SbuAvxYJWOSjg/s1600/%E5%AD%90%E3%81%A9%E3%82%82%E3%81%AE%E6%9C%AC%E3%81%AE%E3%83%96%E3%83%AD%E3%82%B0%E5%85%88%E7%AB%AF%E5%B9%BC%E5%85%90%E3%81%AF%E3%80%81%E4%BB%96%E3%81%AE%E5%A4%A7%E9%99%B8%E3%81%AE%E4%B8%96%E7%95%8C%E6%96%87%E5%8C%96%E7%A4%BE%E4%BC%9A%E6%96%87%E5%8C%96%E3%82%BD%E3%83%BC%E3%82%B7%E3%83%A3%E3%83%AB%E3%82%B2%E3%83%BC%E3%83%A0%E3%82%92%E3%83%97%E3%83%AC%E3%82%A4++Kinderboek+blog+tip+peuter+spelen+andere+continent+wereldcultuur+sociale+cultuur+sociale+games.jpg
E deste primeiro encontro surgiram as perguntas:
Tem índio na cidade?
O que eles comem se não tem peixe?
Eles trabalham?
Em meu segundo encontro com a turma do J1A, apresentei objetos como artesanatos recolhidos nas aldeias indígenas e alguns outros utensílios e exemplares da cultura Kaingangue e Mbyá Guarani.  Também deixei sobre uma mesa alguns livros, folhetos e fotografias que mostram um pouco da realidade atual das aldeias por meio de fotos. A cada questionamento respondido, outros surgiam.
Artesanato da comunidade Mbyá guarani da BR116

Artesanato da comunidade Mbyá guarani

Livro realizado pelas crianças de uma escola visitante da aldeia Mbyá Guarani Pindó Mirim em parceria com as crianças da aldeia.
                  Nas próximas fotos é possível ver as crianças pesquisando sobre outros grupos indígenas em folhetos e livros.





 *Capitulo um do livro Transgressão e mudança  disponibilizado em:
https://moodle.ufrgs.br/mod/folder/view.php?id=1160221
  
NANCIBA


Ao contar uma história para a turma de berçário, observei alguns pontos e levantei algumas certezas e dúvidas são elas:

Certezas
Os alunos gostam de ouvir histórias.
Os alunos se encantam quando ouvem histórias contadas de diferentes formas.
Dúvidas
Ao ouvir histórias os alunos despertam a imaginação?
Desenvolvem o poder de observação?
Estabelecem a relação interna entre o mundo da fantasia e a realidade?
Ajuda as crianças a entenderem os sentimentos?
Estimula o desenvolvimento motor e cognitivo?
Desperta a criatividade?
Estimula o interesse pela leitura?


                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Marina Ferreira


Quadro referencial sobre o plano de ação.

Elaborado por: Marina Silva Ferreira Projeto de Aprendizagem desenvolvido em uma turma de berçário, faixa etária dos 0 aos 2 anos. ...